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®Efenestrando Idéias, essa é nossa marca, esse é nosso lema.

sábado, outubro 21, 2006

Capítulo 6 - Acabou!

Só sentia a chuva caindo em nossos rostos, a respiração quente evaporando; e ela ali, em meus braços. Acho que foi o beijo mais longo de todos os tempos, durou dias, ou frações de segundos, não sei ao certo, nunca fui muito bem com noções de tempo. Ela abriu meu casaco de couro, estilo motoqueiro mesmo, me deu mais um abraço, agradeceu novamente e saiu correndo. Eu fiquei ali, parado, gritei: “de nada!”, ela virou e me deu um tchau com o braço, entrou no carro da mãe, que acabara de chagar, e foi embora. Como eu disse, eu sou do bem, tudo que ela precisava era disso, alguém que se importasse com ela, seus pais, pelo que eu sabia, exigiam muito dela e se importavam pouco, não tinha amigos, somente amigas, tudo que ela precisava era de alguém que tivesse confiança e não se aproveitasse dela. Agora ela estava pronta para o mundo, pronta para ser grande!
Tudo bem, eu estava feliz, fazia de tudo, mas de tudo mesmo, para perder quantas aulas fossem possíveis daquela professora escrota!

Conforme dito, acabou, a chuva cai, e o silencio a acompanha.
O que acharam?

Obrigado

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terça-feira, outubro 17, 2006

Capítulo 5

Pego minha mala e saio do colégio. Chove fino, esta frio, esta cedo. Muito cedo para pegar o ônibus, muito tarde para ter alguém em casa. Sento no banco da praça que tem na frente do colégio, de costas para o mesmo. Fico ali, sentindo a chuva no corpo, pensando no porque de ter feito aquilo, descobri:
Eu sou do bem!
Não sei ao certo quanto tempo ali fiquei, mas de repende escuto meu nome ao longe, levanto e olho para trás, a chuva atrapalha minha visão, Julia vem vindo, será? Não, é Bruno. Pulou o muro do colégio e veio me agradecer, fala que se eu precisar de qualquer coisa eu posso contar com ele, eu concordo, ele volta para dentro do colégio, sento de novo. Sim, eu sou do bem.
Mais tempo passa, não sei quanto. Meu nome a ser chamado novamente, Bruno de novo? Não, desta vez era Julia, vem correndo, a esta altura a chuva já estava mais grossa, meu cabelo caia na cara, minha roupa estava ensopada, e assim também estava Julia. Vem correndo, abre os braços enquanto atravessa a rua, quase é atropelada, fico parado, não penso em nada, ela continua a correr, se aproxima, cada segundo mais perto de mim. Nunca estive tão perto dela antes, ela chega, me da um abraço forte, muito forte, nunca estive tão perto assim dela. Ela me agradece no meu ouvido, eu continuo a abraçar, não penso em nada, a chuva cai, o tempo passa e nós ali, ela estava até tremendo. Acho que eu também.
Agora o tempo parou, olhei em seus olhos, ela olhou para baixo, levantei seu queixo, ela tirou meus cabelos da minha cara, eu fiz o mesmo com ela, ela me beijou. Nunca estive tão perto dela.
Ela me beijou.