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®Efenestrando Idéias, essa é nossa marca, esse é nosso lema.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Capítulo 4

Levantei e falei: “fui eu!”.
Sala toda me olha, olho para professora, para o diretor, para Julia; esta que não sabe nem onde se esconder agora; volto a fitar o diretor e dou o meu sorriso sarcástico que tantos odeiam. A balbúrdia e o caos se instalam na sala.
Muitos acreditam, poucos acham que estou brincando, um verdadeiro caos! Mulheres e crianças gritando e discutindo tentando chagar ao meu veredicto final. Eu com o meu sorriso sarcástico colando na cara, só esperando.
Fui para sala do diretor, mas antes de sair, olhei pelo vidro a sala, Bruno parecendo que, se ele tivesse todo o dinheiro do mundo, ele me daria; Julia ainda super-confusa. O resto da sala, alheio, sabiam que eu era meio louco, esperavam algo assim da minha pessoa um dia ou outro. A professora só pensava que daqui à dois anos se aposentaria. Na sala do diretor, assumi toda a culpa, sem um porque lógico, estava a fim e joguei A Bola.
Sentença final: suspensão de três dias, tudo bem, não estava a fim de fazer nada mesmo, precisava de mais tempo para dormir.
Indiferente.

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terça-feira, outubro 03, 2006

Capítulo 3

A professora não era brava, ela entrava, dava sua aula com gente prestando atenção ou não, às vezes expulsava o Bruno e o Thiago, amigo inseparável de Bruno e tão atentado quanto ele; e ia embora. Não se importava muito com o que acontecia. Só que uma bola; não era uma bolinha, não era um aviãozinho, era uma bola! A bola! Ela não esperava e com seus nervos a flor da pele perguntou novamente quem fora, novamente o silencio.
Em seus olhos podia-se sentir toda sua ira, suas aulas não eram as melhores, porém ninguém podia reclamar da professora, vai que vinha coisa pior? Ao fitar seus olhos, vi-os tremendo, duas bolinhas de ping-pong, fazendo de tudo para sair daquele buraco onde estavam metidas, tremendo, piscando, lacrimejando. Devia ter doido.
Professora: “Thiago, para fora da sala, agora!”.
Thiago: “pô fessora, eu to aqui na frente, quase em baixo d’ocê, não pode de ser eu! Serio mesmo! Veio lá de trás, ou ali do meio”
Julia gela, fica imóvel, Bruno também, não esperava tal atitude de seu companheiro, sabia que a professora nunca iria incriminar alguém ali do meio, todas as meninas certinhas sentavam ali, iria expulsa-lo novamente de sala.
A professora chama o diretor, este ameaça uma suspensão para toda a sala se o culpado não aparecer, olho para Julia, parada, assustada, sem saber o que dizer, o que falar, o que fazer. Olho para Bruno, um pouco mais calmo que Julia, porém com os olhos arregalados prestando atenção em tudo, percebi uma gota de suor escorrendo pelo lado de sua cara, Bruno sabia que se saísse de sala, iria para casa para não voltar mais à aula.
Resolvi me mexer, afinal, eu sou do bem.

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