Conforme prometido
Estava cansado. Muito cansado. Precisava deitar.
Deitara-se na rede na varanda de sua casa de praia e já sentia uma paz interior enorme. Sabia que iria ser breve, nunca conseguia passar mais de dez minutos em uma rede, quanto mais meia hora sem que ninguém lhe pedisse algo.
Deitara-se na rede da varanda de sua casa, colocara seus óculos escuros, tirara a camisa e os sapatos.
Enquanto se balançava, sentia a leve brisa do mar a bater em seus cabelos, sentia o sol lhe aquecer, sentia o barulho das ondas e admirava tudo aquilo com muito gosto.
O mundo parecia em completa harmonia, tanto que não se conseguia distinguir o horizonte; o azul do céu se misturava com o verde do mar e não se via onde terminava um ou começava outro, tamanha a harmonia que o mundo atingira. Não havia uma nuvem sequer no céu, a praia estava toda limpa, as ondas numa freqüência perfeita, tudo belo. Ele chegou ate a achar que ela passara correndo pela praia, pensou em correr atrás, mas ele já levantaria e depois falaria com ela.
Deitara-se na rede da varanda e logo após sentir tudo isso, viu que era bom.
Aos poucos os sons foram desaparecendo e ele só escutava o vento batendo em seus cabelos e orelhas. Aos poucos ele foi se esquecendo dos problemas e de seus deveres. Aos poucos foi se esquecendo onde estava e o que fazia. E naquele esquecimento total, ele viajou.
Deitara-se à rede e já estava viajando. Nada mais importava, nada mais fazia diferença, o seu antigo mundo ficara pra trás, ali ele viu o que era bom.
Deitara-se e após quatro horas de completa alegria e de um sentimento que não consigo expressar aqui caro leitor, ele levantou.
Deitara-se à rede, que delícia, e depois de quatro horas sentia que poderia enfrentar qualquer coisa.
Deitara-se na rede da varanda e após levantar, viu que não havia ninguém em casa; correto, ele pensou, ele esteve deitado por quatro horas. Pegou o caro (“que empoeirado” pensou) e tentou liga-lo, este não pegou.
Deitara-se na rede da varanda de sua casa, acordou e resolveu sair a pé, ir passear no centro. Ao andar pelas ruas notou uma certa mudança nas coisas, mas não ligou, ele tinha descansado durante quatro horas, não ligava para pequenas mudanças. Porém, ao chegar no centro viu que mais coisas mudaram e o mais estranho, não conhecia ninguém.
Deitara-se na rede na varanda de sua casa de praia e, de repente, não conhecia ninguém. Justo ele que conhecia quase todos em sua pequena cidade, naquele momento se sentiu um estranho, um turista, um ninguém. Mas como isso poderia acontecer?
Depois de muito pensar, viu que o tempo tinha passado, demorou muito tempo até perceber que, ao se deitar na rede da varanda de sua casa de praia durante quatro horas, o mundo passou quatro décadas.
Ali, quando ele percebeu que o tempo tinha passado, ele viu que perdeu uma vida.
Continue?
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4
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1
®Efenestrando Idéias, essa é nossa marca, esse é nosso lema.
Deitara-se na rede na varanda de sua casa de praia e já sentia uma paz interior enorme. Sabia que iria ser breve, nunca conseguia passar mais de dez minutos em uma rede, quanto mais meia hora sem que ninguém lhe pedisse algo.
Deitara-se na rede da varanda de sua casa, colocara seus óculos escuros, tirara a camisa e os sapatos.
Enquanto se balançava, sentia a leve brisa do mar a bater em seus cabelos, sentia o sol lhe aquecer, sentia o barulho das ondas e admirava tudo aquilo com muito gosto.
O mundo parecia em completa harmonia, tanto que não se conseguia distinguir o horizonte; o azul do céu se misturava com o verde do mar e não se via onde terminava um ou começava outro, tamanha a harmonia que o mundo atingira. Não havia uma nuvem sequer no céu, a praia estava toda limpa, as ondas numa freqüência perfeita, tudo belo. Ele chegou ate a achar que ela passara correndo pela praia, pensou em correr atrás, mas ele já levantaria e depois falaria com ela.
Deitara-se na rede da varanda e logo após sentir tudo isso, viu que era bom.
Aos poucos os sons foram desaparecendo e ele só escutava o vento batendo em seus cabelos e orelhas. Aos poucos ele foi se esquecendo dos problemas e de seus deveres. Aos poucos foi se esquecendo onde estava e o que fazia. E naquele esquecimento total, ele viajou.
Deitara-se à rede e já estava viajando. Nada mais importava, nada mais fazia diferença, o seu antigo mundo ficara pra trás, ali ele viu o que era bom.
Deitara-se e após quatro horas de completa alegria e de um sentimento que não consigo expressar aqui caro leitor, ele levantou.
Deitara-se à rede, que delícia, e depois de quatro horas sentia que poderia enfrentar qualquer coisa.
Deitara-se na rede da varanda e após levantar, viu que não havia ninguém em casa; correto, ele pensou, ele esteve deitado por quatro horas. Pegou o caro (“que empoeirado” pensou) e tentou liga-lo, este não pegou.
Deitara-se na rede da varanda de sua casa, acordou e resolveu sair a pé, ir passear no centro. Ao andar pelas ruas notou uma certa mudança nas coisas, mas não ligou, ele tinha descansado durante quatro horas, não ligava para pequenas mudanças. Porém, ao chegar no centro viu que mais coisas mudaram e o mais estranho, não conhecia ninguém.
Deitara-se na rede na varanda de sua casa de praia e, de repente, não conhecia ninguém. Justo ele que conhecia quase todos em sua pequena cidade, naquele momento se sentiu um estranho, um turista, um ninguém. Mas como isso poderia acontecer?
Depois de muito pensar, viu que o tempo tinha passado, demorou muito tempo até perceber que, ao se deitar na rede da varanda de sua casa de praia durante quatro horas, o mundo passou quatro décadas.
Ali, quando ele percebeu que o tempo tinha passado, ele viu que perdeu uma vida.
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1 Comentários:
Às 21/10/07 21:03 ,
Felipe Gollnick disse...
é isso aí!
a história está muito boa, mas algumas coisas ficaram meio estranhas, coisa de experiência. Com o tempo a gente vai pegando.
tá bom, cara!
abrazos!
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