O corte era sagrado
Ele correu,
fugindo no limite do seu cansaço,
na premissão da sua dor, no restar do seu folêgo.
Ele correu tanto, que nem mesmo ele sabia o quanto tinha corrido,
e mesmo tendo percebido isso, ele continuou a correr.
As pernas não estavam mais com a beleza e o vigor dos 20,
nem com a experiência dos 30, tampouco com os cabelos brancos dos 40,
mas ela se mexia com a mesma vontade que mexera 40 atrás,
com a mesma cautela que mexera 53 atrás.
Ele correu mais, correu como se quisesse parar.
Correu como se quisesse correr.
Parou como se quisesse correr,
essa foi a pior parte.
Ele tombou, levantou e tombou denovo.
Ali fora decretado seu fim, ainda assim ele levantou e correu,
essa vez foi diferente,
no fim ele pulou,
bateu,
cortou,
caiu denovo.
O fim agora era imposto.
Juntou forças e pulou devolta,
com a perna batida e cortada.
Nunca mais tocou o solo,
pois o pular curou suas pernas.
Ele voôu,
do jeito que não conseguira voar os ultimos 53.
®Efenestrando Idéias, essa é nossa marca, esse é nosso lema.

2 Comentários:
Às 22/7/07 18:15 ,
Anônimo disse...
aposto q ele deve ter se distraido justo na hora do ultimo pulo!
só assim ele conseguiu voar!
só assim!
Às 3/8/07 23:55 ,
Felipe Gollnick disse...
ele atingiu o nirvana!
uhuuuu!
abrazos!
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