®Efenestrando

®Efenestrando Idéias, essa é nossa marca, esse é nosso lema.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Capítulo 2

Julia era uma garota “boa”. Entre aspas mesmo. Boa aluna, boa filha, boa estudante, boa cidadã, boa guitarrista, boa amiga, boa cantora, boa de princípios, boa de corpo, boa de cara, enfim, uma garota “boa”. Boatos que ela nunca tinha ficado com ninguém, que ela tinha princípios e não os deixava por nada, o que estimulava em muito a minha imaginação.
Foi ai que aconteceu.
A bola de Bruno foi lançada, não sei se ele pensou em alguém para mirar, mas eu a vi indo na direção do ombro esquerdo de Julia, viu-a caindo no chão antes mesmo de acontecer, tal qual em um filme. Porem não foi isso que aconteceu, Julia também previu a bola, e com sua mão direita se defendeu da bola de Bruno, a repelindo para o lado.
Seria bom se parasse ai, o mundo podia parar às vezes para eu arrumá-lo um pouco, aos poucos. Eu sou do bem. A bolinha poderia ter parado ali, caído no chão poucos centímetros dali e tudo seria legal, tudo continuaria legal. Só que nunca é isso que acontece.
A bola repelida por Julia, analisando o ângulo que fez com sua mão de defesa, o peso da bola, a velocidade que estava, tudo, fez com que a bola fosse na direção exata do meio da cabeça da professora, direto no cocuruto. Naquele dia fatídico a professora tinha deixado seu cabelo solto, acho que tinha acabado de fazer chapinha e estava com seus cabelos á mostra, não como normalmente, normalmente ela usa um coque, acho que ela o usa para proteger seu cocuruto de eventuais bolinhas mesmo, mas hoje não, é, hoje não. E assim a bola foi, eu a vi quase que numa trajetória horizontal, tamanha a força com que foi repelida por Julia, indo na direção do cocuruto da professora e, novamente, previ a cena: a bola batendo exatamente no meio da cabeça da professora, ela dando com o nariz no quadro e ao se virar e descobrir quem foi, e expulsar, para toda a eternidade, Julia da sala.
E foi assim que aconteceu, a bola bateu exatamente no meio da cabeça, se tivesse um alvo ali, 100 pontos para Julia! E continuando com minha previsão, nariz no quadro, a esse ponto da aula, silencio total, muitos viram a bola ir, muitos viram da onde ela tinha saído para ali chegar, porem ninguém viu Bruno a jogar, só viram Julia se repelindo e parecendo ser a autora do ato. Ninguém nunca esperaria isso dela. E assim que a professora se vira e pergunta quem foi, silencio, todos se sentam em seus lugares, tudo parado, nem o ar se mexia.


®Efenestrando Idéias, essa é nossa marca, esse é nosso lema.

2 Comentários:

  • Às 29/9/06 22:56 , Blogger Felipe Gollnick disse...

    genial, genial!

    guri! se você corrigir uns erros de vírgulas que tem aí o teu texto fica maravilhoso!
    tipo, perfeito mesmo!
    muito bom, tá aprendendo!
    é isso aí.

     
  • Às 3/10/06 12:33 , Anonymous Anônimo disse...

    BRAVOOOOOOOO
    Muito bom primo!!! quero saber que fim levou "Julia, a boa"!!!
    Beijos!!!

     

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial